medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança),
·
falta de tempo e
·
a "competição" entre o estudo ou trabalho e a praia,
cinema, namoro, etc.
E então, você já teve estes problemas?
Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o
dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e
dedicação, mas como conciliar o tempo com as preciosas
horas de lazer ou descanso?
Este e outros problemas atormentavam-me quando eu era
estudante de Direito e depois quando passei a preparação
para concursos públicos. Não é à toa que fui reprovado
em 5 concursos diferentes!
Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos
concursos (que pagam salários de até R$ 12.000,00/mês,
com status e estabilidade, gerando enorme concorrência),
problemas de cobrança dos familiares, memória,
concentração etc.
Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º
colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de
Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia.
Isso prova que passar em concurso não é impossível e que
quem é reprovado pode "dar a volta por cima".
Dá para, com um pouco de organização, disciplina e força
de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida
onde haja espaço para lazer, diversão e pouco ou nenhum
stress. A qualidade de vida associada às técnicas de
estudo são muito mais produtivas do que a tradicional
imagem da pessoa trancafiada estudando 14 horas por dia.
O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos,
entrevistas, etc.) depende basicamente de três aspectos,
em geral desprezados por quem está querendo passar numa
prova ou conseguir um emprego:
1º) Clara definição dos objetivos e técnicas de
planejamento e organização;
2º) Técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do
cérebro e da memória;
3º) Técnicas específicas sobre como fazer provas e
entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência
fornece mas que podem ser aprendidos.
O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado
melhor e mais sucesso em provas escritas e orais
(inclusive entrevistas).
Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas
já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências
que irão aumentar seu desempenho.Para melhorar a "briga"
entre estudo e lazer , sugiro que você aprenda a
administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta
um pouco de disciplina e organização.
O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário,
colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao
invés de servir como uma "prisão", este procedimento
facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai
levá-lo a escolher as coisas que quer dar mais tempo e a
estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco
tempo você vai ver que isto funciona.Também é
recomendável que você separe tempo suficiente para
dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à
família ou namoro. Sem isso, o stress será uma mera
questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que
com uma vida equilibrada o seu rendimento final no
estudo aumenta.Outra dica simples é a seguinte: depois
de escolher quantas horas você vai gastar com cada
tarefa ou atividade, evite pensar em uma enquanto está
realizando a outra. Quando o cérebro mandar "mensagens"
sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem seu
tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo,
o rendimento, e o prazer e relaxamento das horas de
lazer.
Aprender a separar o tempo é um excelente meio de
diminuir o stress e aumentar o rendimento, em tudo.
3ª DICA: Dez dicas importantes para fazer uma prova
(concurso público)
A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma,
tranqüilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se
e simplesmente respire. Respire calma e tranqüilamente,
sentindo o ar, sentindo sua própria respiração.
Após uns poucos minutos verá que respirar é um ótimo
calmante. Procure manter-se em estado alfa, ou seja,
combine calma e atenção.
Comece a ver a prova como algo agradável, como uma
oportunidade, visualize-se calmo e tranqüilo. Lembre-se
que "treino é treino e jogo é jogo" e que os jogadores
gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de
jogar pra valer, de ir para o campeonato.
Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade.
Conscientize-se disso e enquanto a maioria estiver tensa
e preocupada, você estará feliz e satisfeito. Um dos
motivos pelos quais eu sempre rendi bem em provas é
porque considero fazer provas algo agradável. Imagine
só, às vezes a gente vai para uma prova desempregado e
sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando não
passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez.
Comece a ver, sentir e ouvir "fazer prova" como algo
positivo, como uma ocasião em que podemos estar
tranqüilos, calmos e onde podemos render bem.
Ao fazer uma prova, nunca perca de vista o objetivo:
passar. O objetivo não é ser o primeiro colocado (o que
é uma grande ilusão, já que ser o primeiro traz mais
problemas do que vantagens). Também não é mostrar que é
o bom, o melhor, o "sabe-tudo". O objetivo é acertar as
questões, tentar fazer o máximo de pontos mas ficar
feliz se acertar o mínimo para passar.
Só isso.
A simplicidade e a objetividade são indispensáveis na
prova, ladeadas com o equilíbrio emocional e o controle
do tempo. Para passar lembre-se que você precisa
responder aquilo que foi perguntado. Leia com atenção as
orientações ao candidato e o enunciado de cada questão.
Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em
provas dissertativas, seja objetivo e mostre seus
conhecimentos. Por mais simples que seja a questão,
responda-a fundamentadamente. No início e no final seja
objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure
demonstrar seus conhecimentos. Nessa parte, anote tudo o
que você se recordar sobre o assunto e estabeleça
relações com outros. Sem se perder, defina rapidamente
conceitos e classificações. Se souber, dê exemplos. Aja
com segurança: se não tiver certeza a respeito de um
comentário, adendo ou exemplo, evite-o. "Florear" a
resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale
a pena. Isso só compensa se tratar-se do ponto central
da pergunta, do cerne da questão. Nesse caso, se o erro
não for descontado dos acertos, arrisque a resposta que
lhe parecer melhor.
Utilize linguagem técnica. A linguagem de prova é
formal, de modo que não se deixe enganar pela coloquial.
Substitua termos, se preciso. Ex.: "Eu acho", "Eu
entendo", "Entendo que".
Correção lingüística. Tão ruim quanto uma letra ilegível
ou uma voz inaudível é a letra bonita ou a voz
tonitruante com erros de português. O estudo da língua
nunca é desperdício e deve ser valorizado. Além disso, a
leitura constante aumenta a correção da exposição
escrita ou falada.
Evitar vaidades ou "invenções". Muitos querem responder
o que preferem, do jeito que preferem. Em provas e
concursos temos que atentar para a simplicidade e para o
modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela
nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a
ocasião própria, que certamente não é a do concurso.
Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer
mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se
considere infalível, sempre prestando atenção mesmo a
questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze
uma opinião diversa.
"Teoria do consumidor". Além desses cuidados, temos que
ter um extra com alguns examinadores. Lembre-se que todo
professor, quando aplica uma prova é, na prática, um
examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que
o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há,
contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais
inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma
dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura.
Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao
consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o
cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante
quanto o produto.
Esta técnica ensina que o candidato deve ser prudente e
pragmático.
Pragmatismo, anote-se, é a "doutrina segundo a qual a
verdade de uma proposição consiste no fato de que ela
seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de
satisfação".
O candidato precisa ter fluidez e maleabilidade
suficientes para moldar-se à eventual inflexibilidade do
examinador.
Se o seu professor só considera correta uma posição,
devemos ter cuidado ao responder pois a prova não é a
ocasião mais adequada para um enfrentamento de idéias,
até porque ele é quem dá a nota, havendo uma grande
desigualdade de forças. Existem os momentos adequados
para firmar nossas opiniões e pontos de vista e isso é
absolutamente indispensável, desde que na hora certa.
Letra legível, palavras audíveis. Se o examinador não
consegue decifrar sua caligrafia nem ouvir sua voz, isso
irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser
lido, ouvido e entendido? Será que todos os
examinadores, profissionais ocupados e atarefados,
diante de centenas ou de milhares de provas para
corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra
ilegível? Na hora da prova faça letra bonita, de
preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta), a
fim de que ela fique legível. Treine sua oratória para
saber falar razoavelmente.
4ª DICA: Fazendo Provas
A realização de provas exige cuidados específicos para
cada momento, que serão objeto de nossa atenção a partir
de agora. Cada fase da preparação ou da prova tem suas
técnicas. Não se assuste, achando que são muitas: como a
técnica ajuda, quanto mais técnicas melhor.
A técnica da prática: aprenda a fazer, fazendo.
Aconselho o leitor a treinar o mais que puder a
realização de provas. A experiência constitui um
excelente trunfo na hora de um campeonato ou de um
concurso.
Estes anos correndo o país me mostraram que pouca gente
treina fazer provas. E esta é a grande dica: faça
provas. Os cursos que mais aprovam são os que levam seus
alunos a treinarem fazer provas, os candidatos que
passam são os que treinaram fazer provas.
Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e
provas reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou
seja, que treine fazer provas e questões e que se
inscreva em concursos para a área que deseja.Para os
simulados, recomendo a você resolver questões e provas
da matéria que estudou, como forma de fixar o conteúdo,
periodicamente, fazer um concurso simulado, reprisando o
tempo real da prova, o uso apenas do material permitido
e, claro, utilizando provas de concursos anteriores.
Outra dica boa é fazer os simulados filantrópicos cada
vez mais comuns nos cursos preparatórios.
Falemos mais um pouco sobre este importante item.
VÁ FAZER AS PROVAS. Há pessoas que deixam de fazer uma
prova por não se considerarem "preparadas" e deixam de
adquirir experiência e até mesmo, algumas vezes, ser
aprovadas. Mesmo que ainda esteja começando a se
preparar, vá fazer as provas. Se for para alguém dizer
que você ainda precisa estudar mais um pouco antes da
aprovação, deixe que a banca examinadora o faça. Quem
sabe o dia da prova não é o seu dia? Asseguro que, pelo
menos, você irá adquirir experiência, ver como está o
seu nível, como é estar "no meio do jogo" etc. Ao chegar
em casa, procure nos livros as respostas: a fixação
daquilo que você pesquisar nessa ocasião é sempre muito
alta. Analise o gabarito e, se for possível, participe
da vista de prova. Se o resultado for abaixo de sua
expectativa, não desanime: apenas continue estudando e
agregando conhecimentos. A coisa funciona assim mesmo: a
gente normalmente "apanha" um pouco antes de começar a
"bater".
TREINE EM CASA. Mesmo que você não tenha como fazer as
provas, é possível adquirir boa parte dessa experiência
em casa, treinando. Reúna provas de concursos anteriores
ou comercializadas através de cadernos de testes e
livros, separe o material de consulta permitido pelo
Edital, o número de questões, o tempo de prova, etc. E
faça a prova! Tente simular uma prova do modo mais
próximo possível daquele que irá encontrar no dia do
concurso. Aproveite esses "simulados" para aprender a
administrar o tempo de prova. Se os cursos preparatórios
oferecerem provões ou simulados, participe.
TREINOS ESPECIAIS. Depois de algum treino, passe a ficar
resolvendo mais questões por um tempo um pouco maior (p.
ex., uma hora a mais) do que o que terá disponível no
dia da prova, o que serve para aumentar sua resistência.
Outro exercício é resolver questões em um tempo menor,
aumentando a pressão. Por exemplo, se a prova terá 4
horas para 50 questões de múltipla escolha, experimente
tentar responder esse número de questões em 3 horas ou 3
horas e meia. Em seguida, responda a outras questões até
completar o tempo de 4 horas. Se você está acostumado a
resolver questões com uma pressão maior do tempo e com
uma longa duração (5 ou 6 horas, por exemplo), ficará
mais à vontade em provas em condições menos severas.
Contudo, à medida em que a data do concurso for se
aproximando, passe a realizar mais provas simuladas em
condições absolutamente iguais às que você irá
enfrentar.
5ª DICA: Mudança de paradigma
Se você está acostumado a pensar numa prova apenas como
aluno, aprenda a mudar esse paradigma. Você também
precisa ver a prova com os olhos do examinador. Se um
médico, um engenheiro, um advogado e um político virem
uma ponte ruir e pessoas se ferirem, é possível que haja
quatro modos de avaliar o fato: um pensará em socorro
médico, outro em qual foi a falha na construção, outro
em ações de indenização, e o último em mais um ponto de
sua plataforma eleitoral.
Enquanto você não aprender a ver a prova não como quem
quer acertar (o aluno) mas como quem quer ver se está
certo (o examinador), as suas provas terão menos
qualidade.
Em duplas ou grupos, passe a fazer provas e trocá-las
para a correção. Corrija-as como se fosse o próprio
examinador. Você aprenderá a ver a prova com outros
olhos e isto facilitará seu desempenho quando reassumir
o papel de aluno. Treine para fazer provas orais
reparando a postura e respostas do colega como se você
fosse da banca.
Humildade intelectual
Nunca despreze uma idéia nova ou uma opinião sem meditar
e refletir.
Nunca despreze uma idéia por causa de sua fonte, por
exemplo, por ser de alguém que você não gosta, ou que é
pobre, ou que é de outra raça, ou de outra religião, ou
de outro estado, ou de outro sexo, ou de outra qualquer
coisa. Avalie as idéias pelo seu valor e não pela sua
origem ou roupagem.
Além disso, é preciso conhecer o que há, o que já
existe, nem que seja para sustentar uma tese
inteiramente nova. Caso contrário, pode ocorrer aquela
história onde um ateu foi para o Clube dos Herejes e, na
portaria, perguntaram-lhe se havia lido a Bíblia, o
Talmude, etc. O ateu disse que não leu nada porque era
ateu, e o mandaram para o Clube dos Ignorantes.
Resumos e cores
Ao estudar faça resumos, esquemas, gráficos,
fluxogramas, anotações em árvore, mencionados no item
abaixo. Organize-se para periodicamente, ao estudar a
matéria, reler os resumos que tiver preparado. Uma boa
ocasião é fazê-lo a cada vez que for começar a estudar a
matéria. Quando o número de resumos for muito grande,
divida-os de forma a que de vez em quando (semana a
semana ou mês a mês) você dê uma "passada" por eles.
Essa revisão servirá para aumentar de modo
extraordinário seu aprendizado e memorização.
O uso de mais de uma cor em suas anotações é proveitosa,
pois estimula mais a atenção e o lado direito do
cérebro. Alguns alunos gostam de correlacionar cores com
assuntos ou com referências. Por exemplo, o que está em
vermelho são os assuntos mais "quentes" para cair, o que
está em azul são exceções, princípios na cor verde, e
assim por diante. Dessa forma, as cores também funcionam
como uma espécie de ícone.
SQ3R
Morgan e Deese mencionam estudos feitos pela
Universidade de Ohio nos quais se identificou aquele que
seria o melhor método de estudo: o SQ3R. Este eficiente
método pode ser utilizado isoladamente ou em combinação
com outros, sendo referido por praticamente todos os
livros que tratam do assunto (metodologia, aprendizado,
leitura dinâmica, memorização, etc.).
Nesse sistema nós reaprenderemos a ler, agora não mais
em um passo, mas em cinco. Por demorarmos mais tempo
para ler com o SQ3R, aparentemente estará havendo
"perda" de tempo. Mas isso é só aparência. Embora se
leve um pouco mais de tempo, o ganho de fixação é tão
superior que compensa com sobras o esforço de aprender
esta nova dinâmica de leitura, em fases. É claro que o
leitor só usará este sistema quando achar conveniente,
ficando ele como mais um recurso disponível.
As duas primeiras fases (S e Q) servem para aguçar a
curiosidade mental e dar uma noção do que se busca,
servem para "abrir" o cérebro e "arar" a terra onde
serão lançadas as novas informações.
As três fases seguintes (3R), que correspondem a três
formas diferentes de se ler, correspondem a três
momentos de fixação cerebral, um complementar do outro.
O conjunto facilita o estabelecimento mental de relações
e associações, a apreensão, a memorização e a
"etiquetação mental". Em resumo:
1º - Defina o que você está procurando ou quer aprender.
2º- Formule perguntas e questões.
3º - Leia o texto rapidamente, prestando atenção
aleatoriamente a termos isolados, lendo os títulos e
subtítulos, reparando as figuras, as notas, os termos em
negrito. Essa leitura é um "vôo geral" sobre o que será
lido em seguida.
4º - Leia tradicionalmente, com atenção, e, se quiser,
sublinhando o que achar mais importante.
5º - Releia o texto, revisando o que for mais
importante. Veja se respondeu às perguntas formuladas de
antemão. Reforce os pontos de menor fixação.
Formule perguntas sobre o que se sabe, o que vai ser
tratado, o que se quer aprender. Prepare perguntas a
serem respondidas. Levante dúvidas. Isso "abre as
portas" para a matéria que virá em seguida.I4.3, acima.
Na primeira leitura, procure apenas a idéia principal,
detalhes importantes que sejam rapidamente captados,
veja "qual é o lance". Essa primeira leitura é rápida,
"descompromissada", sem a preocupação com a compreensão
total. É um vôo sobre uma floresta antes de descer para
caminhar por ela.
Na segunda leitura faça uma análise melhor, a leitura
tradicional, comece a tirar suas conclusões pessoais, a
criticar, concordar, anotar, sublinhar, etc. Esta
leitura é o passeio a pé pela floresta. Como
sublinhar,C19, I5, p. 475.
Na terceira leitura, você já pode sintetizar, resumir,
etc. Aqui você utilizará e melhorará eventuais anotações
rápidas feitas na 2ª leitura. Ao final dela você já
deverá sentir-se apto a fazer uma explanação sobre o
tema. Essa leitura é aquela onde se anota o que ficou de
mais emocionante ou importante da visita à floresta, é
aquela onde você, novamente do avião, registra os pontos
mais bonitos, onde existe esta cachoeira, aquela
nascente ou aquela árvore fenomenal, etc.
Após terminar o estudo pelo SQ3R, pegue o questionário
previamente preparado e veja se já pode respondê-lo. O
que você responder é o que já foi fixado. Procure em
seguida as respostas para as perguntas que não tiver
respondido, o que servirá como excelente forma de
aprender e fixar a matéria.
6ª DICA: ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO E TEMPO DE ESTUDO
INDIVIDUALIZAÇÃO E QUALIDADE
O tempo
de estudo não
é uma parte isolada de nossa vida, mas uma parcela do
tempo em interação com
as demais atividades.
Para se ter um bom horário de estudo é preciso
harmonização, pois ninguém pode apenas estudar. É
preciso cuidar da administração do tempo, que envolve
vários fatores, entre os quais reluzem a responsabilidade com
nossos objetivos e a flexibilidade para
adaptar o que for possível e para se adaptar às
circunstâncias.
A administração do tempo abrange o tempo de cada
uma de nossas diversas atividades,
algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa
angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito
da administração do tempo.
A administração do tempo abrange o tempo de cada
uma de nossas diversas atividades,
algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa
angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito
da administração do tempo.
Em Efésios 5:16 fala em agir "remindo o tempo, porque os
dias são maus", sendo que uma tradução mais recente
utiliza os termos "usando bem cada oportunidade". Remir,
como se sabe, significa salvar, resgatar, adquirir de
novo. Essa preocupação com o tempo excede em muito a
preocupação com a data da prova. Ela se liga à
fugacidade da vida, ao seu caráter transitório e
efêmero.
Isso foi retratado por Tiago (Cap. 4, vers. 14) ao
dizer: "Que é a vossa vida? Sois, apenas, como uma
neblina que aparece por um instante e logo se dissipa"
ao passo que o Salmista disse que "tudo passa
rapidamente, e nós voamos" (Salmo 90:10).
Se administrar o tempo é algo assim tão valioso, é óbvio
que administrar
o nosso tempo de estudo também
o é. Seja porque o estudo ajuda a vencer em nossa curta
vida, seja porque nosso tempo é limitado e, portanto,
devemos saber dividi-lo harmoniosamente.
Procurando o ideal.
A idéia normal de quem está estudando é a de saber qual
o número ideal de horas de estudo para se alcançar
sucesso. É por essa razão que uma das perguntas que mais
ouço é:
"Quantas horas você estudava por dia?"
Já ocorreu de um aluno me perguntar quantas horas eu
estudava, pois ele, já que não era tão inteligente
quanto eu,
estudaria o dobro e, assim, passaria no concurso.
Obviamente, disse aele 1) que não existe isto de
mais ou menos inteligente, mas sim a pessoa usar ou não
a inteligência que todos temos e 2) que o importante não
era quantas horas eu estudei mas quantas ele poderia
estudar.
Embora equivocado quanto ao método, repare que esse
aluno tinha um objetivo e estava "matutando", pensando
em como chegar lá. Isso é positivo. O fato de estar
equivocado foi resolvido, pois, além de ele estar
procurando soluções, ele fez perguntas. E só quem
pergunta (ao professor ou aos livros) pode obter
respostas.
O importante é o seu horário.
Perguntar quantas horas outra pessoa estudava não tem
utilidade porque ninguém tem sua vida igual à de outrem:
uns trabalham, outros não; uns vão à igreja, outros não;
uns são solteiros, outros casados, outros mais ou menos;
uns têm filhos, outros não. O que adianta saber é
quantas horas você estuda, ou, mais, quantas pode
estudar por dia ou por semana.
Além do mais, o certo é perguntar, primeiro, como
estudar e, depois, quantas horas você pode aproveitar
para estudar. O número
ideal de horas para se estudar é:
o maior número de horas que você puder, mantida a
qualidade de vida e do estudo. Esse é o número.
Quantidade x Qualidade do Estudo.
Como tudo na vida, importa mais a qualidade do que a
quantidade. Há quem estude doze horas por dia e seu
resultado prático seja inferior ao de outro que estuda
apenas uma hora por dia. Por quê? Por causa de inúmeros
fatores, como a concentração, a metodologia e o ambiente
de estudo. Mesmo assim, os estudantes e candidatos
preocupam-se apenas com "quantas horas" ele ou o colega
estuda por dia, e quase não se vê a preocupação com o
"como" se estuda.
Quem se preocupa apenas com "quantas" horas se estuda,
esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de
sua baixa qualidade.Como ensinou Deming (obra citada),
"a produtividade aumenta à medida que a qualidade
melhora", pois há menos retrabalho (fazer de novo o que
foi mal feito), pois há menos desperdício.
Quantidade x Qualidade x Qualidade + Qualidade.
Embora a qualidade seja o mais importante, é óbvio que
você precisa dedicar uma quantidade de tempo para
estudar. Se pode estudar 2 horas por dia, não estude
apenas "uma com qualidade" e desperdice a outra: estude
as duas com qualidade. Se João estuda uma hora com
qualidade e José duas horas sem qualidade, João estudou
mais. Porém, se João estuda uma hora com qualidade e
José duas horas com qualidade, José estudou mais.
Uma das vantagens de estudar para um concurso é que até
passar você sacrifica uma considerável parte do seu
tempo, mas após sua aprovação pode refazer seu horário
do jeito que preferir. Pode até voltar a fazer o que
fazia, só que com sua vida profissional resolvida, já
curtindo o seu sucesso e, é claro, com mais status e
dinheiro no bolso.
Uma hora de estudo com qualidade vale mais do que 5
horas de estudo sem qualidade. Contudo, cinco horas de
estudo com qualidade valem mais do que 1 hora de estudo
com qualidade. Assim, você deve reservar o maior tempo
possível para estudo, apenas com o cuidado de separar
tempo para descansar, relaxar, etc.
O resultado
da soma da quantidade com a qualidade pode
ser expresso pelo que se lê em II Coríntios 9:6: "Aquele
que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que
semeia em abundância, em abundância também ceifará.
7ª DICA: COMO FUNCIONA UM PROJETO DE ESTUDO
O primeiro passo que devemos dar é assumir o controle de
nossa vida e planejar qual será o caminho a ser
trilhado. A preparação para
uma prova, exame ou concurso é uma atividade séria
demais para ser feita aleatoriamente, ao sabor do vento,
deixando-se levar como as ondas do mar. É aconselhável
que se tenha um projeto e que, para realizá-lo, se
organize um sistema eficiente de estudo.
Estudar não
é uma atividade isolada: o estudo produtivo e otimizado
deve ser organizado como um projeto. E o projeto de
estudo nada mais é do que montar um sistema de estudo.
Sistema é
disposição de partes em uma estrutura organizada. É,
pois, uma reunião coordenada e lógica de diversos
elementos. O sistema de estudo será o emprego de um
conjunto de técnicas ou métodos voltados para um
resultado. Isso abrange o estudo de qualidade e a
coordenação ideal entre as atividades de estudo, lazer,
descanso, trabalho, deslocamento, etc., de modo a
propiciar um rendimento ótimo nos estudos.
Este sistema deve ser eficiente,
eficaz, isto é, capaz de produzir o efeito desejado, de
dar um bom resultado.
Não adianta, como muitas vezes ocorre, a pessoa parar
toda sua vida, lazer, descanso e ficar quase 24 horas
ligada em estudo, estudo, estudo e, em pouco tempo,
parar tudo por causa de estresse, depressão ou coisa
semelhante. Um sistema organizado e razoável permite um
esforço dosado e contínuo.
QUALIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS
COMPROMISSO
(Persistência, Constância de propósito)
Ao contrário do mero interesse por alguma coisa,
significa querer com constância. David McNally diz que
"compromisso é a disposição de fazer o necessário para
conseguir o que você deseja". O mesmo autor cita, ainda,
a explicação de Kenneth Blanchard: "Há uma diferença
entre interesse e compromisso. Quando você está
interessado em fazer alguma coisa, você só faz quando
for conveniente. Quando está comprometido com alguma
coisa, você não aceita desculpas, só resultados." É o
compromisso que nos vai fazer sacrificar temporariamente
o que for necessário para estudarmos e perseverar até
chegar aonde queremos. Compromisso também pode ser
entendido como perseverança, firmeza de vontade,
constância de propósito, fortaleza. Thomas Edison,
diz-se, só conseguiu transformar em realidade sua visão
mental da lâmpada elétrica na tentativa de nº 10.000. A
cada fracasso ele se animava a continuar tentando
dizendo que havia descoberto mais uma forma de não
inventar a lâmpada elétrica.
Há quem ainda distinga compromisso e comprometimento,
que seria um grau ainda maior de interesse. Exemplo: se
tenho que estar em tal lugar em tal dia, tenho um
compromisso, ao passo que se estou querendo ir, estou
comprometido com isso.
Assuma a responsabilidade por seu destino, tenha
iniciativa e persistência.
Sobre persistência em obedecer a alguma coisa (a Deus, a
um objetivo, etc.), se houver interesse, veja Jeremias,
cap. 36. Quanto ao modo de se executar, reflita sobre
Colossenses 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de
todo o coração (...)".
AUTODISCIPLINA (domínio próprio)
Um dos maiores atletas que conhecemos, Oscar Schmidt,
ensina que a diferença entre um bom atleta e um atleta
medíocre (mediano) é que este pára diante das primeiras
dificuldades ao passo que aquele, quando está cansado,
dá mais uma volta na pista, e mais uma volta, e mais uma
volta. Assim, aos poucos, vai melhorando, minuto a
minuto. Não foi qualquer um que ensinou isso, foi um dos
maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Ele,
na verdade, indicou uma qualidade indispensável para um
atleta e para se alcançar um sonho: autodisciplina. Ele
também ensina que é preciso ter-se humildade, não achar
que se é o melhor, pois, sempre temos algo a aprender e
a melhorar.
Autodisciplina é a capacidade de a pessoa se submeter a
regras, opções e comportamentos escolhidos por ela
mesma, mesmo diante de dificuldades. Como se vê,
autodisciplina significa que vamos submeter-nos a uma
coisa ao invés de outra. Ninguém é completamente livre:
somos sempre escravos da disciplina ou da indisciplina.
A disciplina permite escolhas mais inteligentes e é
melhor para efeito de passar em provas e concursos.
É a autodisciplina que nos dará poder para renunciar,
ainda que temporariamente, a prazeres menos importantes
em favor da busca por prazeres mais importantes. Aqueles
que se recusam a ser "mandados" por uma disciplina
auto-imposta são escravos ainda maiores da própria
desorganização, preguiça ou falta de vontade. Nesse
sentido, vendo-se as vantagens do exercício da
autodisciplina, podemos dizer que o poeta Renato Russo
estava certo quando cantava, na música "Há Tempos" que
"disciplina é liberdade".
Além de autodisciplina, o sucesso no estudo e nas provas
exige alta
disciplina,
ou seja, uma alta
dose dessa
atitude. Em geral, lidamos com grande quantidade de
matéria e grande quantidade de tempo para aprender tudo.
Mesmo que o estudo de qualidade ganhe tempo, você terá
que ter paciência. E disciplina para fazer a coisa certa
pelo tempo certo.
A alta disciplina não é só para o estudo, mas também
para manter a atitude mental certa, o equilíbrio, saber
administrar o tempo, descansar na hora de descansar e
assim por diante. Se pensar em desanimar ao saber que
vai precisar de auto e alta disciplina, lembre-se de que
a única escolha que você tem é de pagar o preço de
aprender ... ou o preço de não aprender.A única escolha
que você tem é: pagar o preço de aprender ... ou o preço
de não aprender.
Para ajudar na autodisciplina, conscientize-se de que
você é responsável por seu futuro. Liste seus objetivos
de curto, médio e longo prazos e periodicamente os
releia.
ORGANIZAÇÃO
A importância do planejamento e da organização foi
mostrada por Jesus (Lucas 14:28, 32), em parábola:
Da mesma forma, quem começa a estudar deve planejar o
desenvolvimento dos estudos, as matérias que precisa
aprender, o material necessário, a administração do
tempo, etc., para não começar mal uma obra ou ir para a
guerra despreparado.
Organizar-se é estabelecer prioridades.
A conjugação do estabelecimento de prioridades
(planejamento estratégico) com a autodisciplina (domínio
próprio) e com a estruturação das atividades é a melhor
forma de se obter tempo para estudar, para o lazer,
descanso, família, etc.
Aprenda a não deixar mais as coisas para a última hora,
seja um trabalho, seja uma inscrição em concurso. Deixar
as coisas para o último dia é pedir para ter problemas e
dar chance para o azar. No último dia uma máquina
quebra, alguém fica doente, ocorre um imprevisto, etc.
Comece a se organizar e uma boa dica é essa: cumpra logo
suas tarefas. Não procrastine.Organize-se. Defina suas
prioridades. Discipline o seu tempo. Estabeleça metas e
cumpra-as. Ao executar uma coisa, pense apenas nela.
Execute com alegria. Aproveite o dia (carpe diem).
ACUIDADE
Acuidade significa, como ensina o Aurélio, "agudeza de
percepção; perspicácia, finura". Finura, no sentido aqui
tratado, e ainda segundo o Aurélio, significa "afiado,
que tem vivacidade, sagaz". Essa qualidade, pode ser
resumida em "prestar atenção". Istoé o que mais
falta quando alguém assiste a uma aula, lê um livro ou
responde a uma questão de prova. Quantas vezes você não
aprendeu alguma coisa apenas porque não estava atento,
ou errou uma questão de prova (uma "casca de banana")
porque não estava "ligado" no que estava fazendo? Apenas
por falta de atenção, de acuidade. A regra básica aqui
é, na lição de N. Poussin, a seguinte: "O que vale a
pena ser feito vale a pena ser bem feito."
Assim, se você vai estudar, ler um livro, assistir a uma
aula, fazer uma prova (isto é, se você decidiu fazer
isto), faça bem feito. Para fazer bem é preciso
acuidade, ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve
para tudo: trabalho, lazer, sexo, etc.
Esteja aberto para a realidade e para novas idéias.
Veja, ouça e sinta as coisas. Participe da vida como
ator e não como espectador. Seja sujeito e não objeto
dos acontecimentos. Concentre-se no que faz. Seja
curioso. Não tenha receio de questionar, duvidar,
perguntar. Pense, raciocine e reflita sobre o que está
acontecendo ao seu redor.
FLEXIBILIDADE
Talvez esta seja a qualidade mais importante para que
este livro possa ser útil. O meu sistema não será bom
para você a menos que você o adapte à sua realidade,
qualidades, defeitos, facilidades e dificuldades. Adaptação
é uma forma de inteligência.
Tudo o que você vir, ler, ouvir, sentir, etc. deve ser
avaliado e adaptado. Teste as coisas, veja se funcionam
bem para você ou se, para funcionarem melhor, demandam
alguma modificação. Não tenha receio de criar seus
próprios métodos e soluções.
A capacidade de adaptação foi mencionada por um grande
general:
Em suma, você deve ser capaz de - como diz conhecida
oração atribuída a um almirante americano - ter coragem
para mudar as coisas que são mutáveis, resignação para
aceitar as que são imutáveis e sabedoria para distinguir
ambas. Para montar seu projeto de estudo, adapte o que é
adaptável e adapte-se às condições que você não tem como
alterar.
A flexibilidade é, portanto, a capacidade de adaptação.
Ela será importante em toda a sua vida e, também, para
montar um sistema de estudo. Ela também serve para que
possam ir sendo feitas as modificações necessárias à
medida em que forem surgindo novas situações,
circunstâncias, imprevistos, etc.
8ª DICA: COMO DEFINIR O PRAZO PARA SER APROVADO
1 PRAZO PARA APROVAÇÃO
Essa é a regra de ouro do candidato. Não defina prazos:
estabeleça um objetivo e tenha a persistência necessária
para alcançá-lo. Como dizia o maior vendedor do mundo:
"O fracasso nunca me alcançará se minha vontade de
vencer for suficientemente forte".
Além do mais, o fracasso é uma situação ou um momento,
nunca uma pessoa. Como já disse, você pode acumular
concursos em que não passou mas bastará uma aprovação
para "resolver" o problema. E, de mais a mais, um
resultado negativo sequer pode ser considerado um
fracasso, porque sempre se ganha experiência para o
próximo concurso (C23). Outro equívoco é o da pessoa que
após um ou dois reveses resolve mudar de carreira ao
invés de persistir em seu intento.
O título deste Capítulo contém uma pequena armadilha:
Como definir o prazo para ser aprovado é exatamente não
buscar a sua definição. O que devemos definir é o
objetivo a ser buscado o quanto for suficiente. Um dos
motivos é o fenômeno da agregação cíclica.
9ª DICA: 1 - exercícios
Comece a redigir todos os dias ou, pelo menos, toda
semana. Separe horários específicos apenas para redigir.
Faça redação geral, de apoio e específica.C9, I5, p.
240. Como diz o brocardo latino Fiat fabricandun faber,
fazer se aprende fazendo. Ou melhor, é indicado obter
primeiro uma base teórica, mas a perfeição só adquire-se
com a prática. Experimente começar a escrever um diário,
poesias, contos, fazer descrições de objetos, narrar
fatos ou problemas, dissertações sobre assuntos em geral
e assuntos da matéria da prova. Faça resumos de livros,
filmes, etc.
Treine fazer descrições bem completas, identificando
tudo o que caracteriza a coisa descrita e a distingue
das demais.
Façamos um exercício: Descreva
um pão de queijo.
Isto mesmo. Pare a leitura, pegue uma folha e comece a
trabalhar. [Descreva um pão de queijo.
Já descreveu?
Vamos lá, pegue uma folha em separado e descreva um pão
de queijo.
Estou esperando...
esperando...
esperando...
Pronto. Acabou?
Vamos "corrigir" ?
Primeiro passo:
Pegue novamente folha em anexo e
1 - Veja a "cara" dela. Está bonita?
2 - Por melhor que esteja, tenho certeza que dá para
melhorar. Faça isso.
Já fez?
Estou esperando...
esperando...
esperando.
Experimente conferir se sua descrição pode ir um pouco
mais fundo, passando para o campo da dissertação, onde
você pode desenvolver idéias, juízos, valor.
Ótimo. Agora diga-me se você descreveu bem um pão de
queijo.
Veja se falou do seu tamanho, cor, temperatura ideal,
sabor, composição (massa, queijo, tempero, etc.), odor,
textura, acompanhamentos ideais (café, refrigerante,
etc.), origem (Minas Gerais), ocasiões e modo de
consumo, variedades (simples, com pedaços de outros
ingredientes, com doce de leite, etc.), sua utilidade
para reuniões, lanches rápidos, tira-gostos, etc., lojas
especializadas em vender pão de queijo, se faz diferença
ser feito no forno de fogão ou em microondas, sua
primeira, melhor e pior experiência com um pão de
queijo, eventuais comparações com outros tipos de pão
(francês, pão de batata, pão integral), etc.
Você falou nisso tudo?
Se você não falou é porque não quis, não teve paciência
ou não está treinado para levar a sério a tarefa de
escrever. Vamos, eu tenho certeza que você pode fazer um
trabalho excepcionalmente bonito. Tente agora outra
descrição.
Que tal o pão francês?
Outro treino útil será experimentar contar uma história,
isto é, fazer uma narração, com todos os seus elementos:
personagem (um pão de queijo que adquiriu vida), ação,
espaço, tempo em desenvolvimento, enredo ou trama e
narrador. Escrever uma história irá ajudar muito na
construção daquela já mencionada estrada que liga o
cérebro à caneta e esta ao papel.
Se você sabe descrever um pão de queijo, saberá
certamente descrever qualquer outra coisa que conheça,
da vida ou da matéria que cairá na prova.Em provas
jurídicas, uma das questões que os candidatos consideram
mais complicadas é descrever a natureza jurídica de
alguma coisa. Ora, natureza significa, nesta acepção,
espécie ou qualidade. Natureza jurídica será
absolutamente a mesma coisa dentro desse universo
específico. Para descrever-se a natureza jurídica de
algo, basta dizer o que tal coisa é na essência, quais
as suas características e o que a distingue das demais.
Se você conhece a coisa e sabe escrever, estas questões
não serão mais um problema.
10ª DICA: RESUMO PARA A PROVA
Como citei muitas técnicas, vou fazer um resumo para
você lembrar no dia da prova. A técnica que usarei é a
do processo mnemônico.Pense na frase:
Até cair foi legal, administrei, revi e descansei.
Agora, repare que a frase é a ligação para uma série de
palavras/técnicas:
Até cair foi legal, administrei, revi e descansei.
Não leve isto anotado para o dia da prova pois, embora
não o seja, pode ser considerado como "cola". Memorize a
frase e, ao receber seu material de prova, escreva no
caderno de questões ou folha para rascunho. Usando a
técnica, você lembrará as coisas mais importantes para a
prova.
At -
atitude e atenção
Ca -
calma e tranqüilidade
Fo -
foco
Le -
ler as instruções aos candidatos e ler a prova com
atençãoAdminist - administrar o tempo e administrar o
que não sabe
Revi -
revisões 1 e 2
Descansei -
intervalos, situação, atitude
At - atitude e atenção.
Lembre que fazer provas é um privilégio, uma
oportunidade, que muitos queriam estar onde você está,
lutando por seus sonhos. E tenha atenção, não fique
voando.
Ca - calma e tranqüilidade.
Um candidato calmo rende mais. Se preciso, respire
lentamente até se acalmar. Divirta-se.
Fo - foco.
O objetivo é passar e, para passar, a atitude correta é:
fazer a melhor prova que eu puder fazer hoje, devo
mostrar meus conhecimentos com clareza e objetividade
para deixar o examinador feliz.
Le - ler as instruções aos candidatos e ler a prova com
atenção.
Ler as instruções vai ajudá-lo a fazer a prova
corretamente; ler as questões vai fazer você descobrir o
que o examinador realmente quer saber de você (e não o
que você gostaria que ele perguntasse). O examinador
precisa ser atendido.
Administ - administrar o tempo e administrar o que não
sabe.
O tempo se administra fazendo as contas e, claro,
treinando antes, para ter prática de fazer provas.
Administrar o que não se sabe é decidir deixar em branco
ou mostrar o que for possível de conhecimento.
Revi - revisões 1 e 2.
E, se necessário, o uso da técnica VMR.
Descansei.
Implica bom uso dos intervalos para melhorar seu
rendimento, em "descansar" na idéia (atitude) de que
concurso se faz até passar, que se deve exigir apenas o
melhor possível, que a situação é favorável (na prova,
você ou vai passar ou vai ver onde precisa melhorar).*
*Para aqueles que, como eu, acreditam que "todas as
coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus"
(Romanos 8: 28), também é possível "descansar" nessa
idéia. Assim, se você acredita em Deus, pode e deve se
acalmar com a ajuda d´Ele.